Quero

Eu quero morrer.

Não literalmente. Eu quero morrer deste lugar, desta identidade.

Eu quero morrer, e acordar num lugar em que eu não precise esconder o que eu sinto, justamente porque eu não vou sentir mais nada que não seja respondido.

Eu quero morrer, e acordar num lugar que não venha ninguém perguntar por que eu estou com essa cara de choro, justamente porque eu não estarei.

Eu quero morrer, e não ser mais nada pra ninguém, justamente porque não quero mais depender de pessoas pra manter minha felicidade.

Eu quero morrer e simplesmente acordar num lugar em que tudo isso seja possível.

Porque parece que a cada passo certo que eu dou, um errado surge, e eu nunca tenho um plano de saída. Quando eu saio, eu não sei como voltar, mas sei que tenho que voltar.

Eu quero mudar de idioma, de nome. Quero mudar a cor do meu cabelo, a cor da minha pele e a forma do meu corpo. Quero morar num lugar ao lado do céu, e em cima do inferno, só pra eu sempre ter um meio termo.

E, acima de tudo, eu não quero mais ter que explicar o que eu amo pra quem eu amo. 

Acho que isso não é morrer. Seria mais como acordar.

F=P.A

P=F/A

A=F/P

I took one thousand of pictures

To try to be happy in some

And everybody think I’m really happy.

Pity that the camera knows I’m not

Of all the thousand pictures, too much went wrong.

Sobre importância.

Quantas pessoas se importam com o que tu sente?

Quantos entendem o fato de que você sente saudade?

Para o resto do mundo, você não tem problemas. Para o resto do mundo, tu não pode chorar. É errado!

Falta?

Saudade?

Sentimento?

Amor?

Tristeza?

Isso não existe.

E o que tu faz? Cala-se, e espera que por um milagre tudo se acerte. Porque isso faz todo o sentido. 

Faz tanto sentido quanto as pessoas que não entendem a tua dor…

"Para com isso, é frescura".

Para com isso, não é pra mim!

Jejum

Não perca tempo lendo. Tudo o que saiu aqui foi o que foi vindo na mente, sem um filtro prévio.

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Odeio quando começo escrever, querendo escrever, querendo esquecer, e sem saber como começar.

Pra falar bem a verdade, eu tinha que escrever, mesmo sem saber o quê.

É como se fosse quando tu é obrigado a ficar sem se alimentar por horas e horas. As pessoas chamam isso de ficar em jejum. A comparação que quero fazer é o seguinte: Eu tento escrever, mas não consigo; Eu tento comer, mas eu não posso.

Não fez sentido.

Mas, nem todas as coisas fazem.

Mas, talvez, eu seja só mais um cara. De aleatoriedade notável. Só um cara que quer ser alguém importante em alguma coisa.

E eu não citei condição monetária. Não é importante.

Mas, voltando ao problema de escrever, também odeio quando eu começo em um assunto, e não consigo proceder.

E odeio quando rimo. Me sinto fazendo uma poesia.

Sorria,

Guria!

Nem tudo na vida te dará agonia…

Mas, quando tu me procurar,

eu vou estar aqui.

Talvez, procurando um lar

por favor, bem perto de ti.

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"Nexo" não está sendo meu amigo. 

Morte.

Sabe o que dói? Perder algo que você ama.

Mais ou menos quando tu faz cinco anos de idade, e tua mãe te obriga a jogar a mamadeira no telhado. Sei lá, chorei quando passei por isso, mas fui grande e consegui me livrar.

Porque, afinal, as coisas são assim.

Tudo nasce pra aprender, aprende pra crescer, e cresce pra morrer. Todas as coisas.

E algumas delas, quando morrem, fazem falta.

E quando morrem, deixam você aí.

Morto.

Do mais vivo dos modos.

E o que você faz?

Vive.

E vai ficar um tempo com a dor daquilo que te matou por dentro.

E, dependendo de quem for, você vai tentar arrumar tudo, como se conseguisse. Como se fosse um gigante, um grande gênio.

E adivinha? Vai aprender que não é.

E depois de muito tentar, você vai crescer. E, perceba, que faz uma certa sincronia com o que eu disse no começo.

Você nasce pra aprender, aprende pra crescer, e cresce pra morrer.

Como todas as outras coisas, você também vai morrer.

E vai aprender como não fazer algumas coisas, e como fazer outras. Vai aprender como não resolver e como resolver seus problemas. Vai aprender até quem e o que é importante, e o melhor de tudo, vai aprender que você precisa de mais do que egoísmo pra viver.

Eu percebi que eu tenho que fazer alguém feliz pra ser feliz. E aprendi que nem tudo é do jeito que eu quero, e que não é obrigando que tudo se encaixa.

E, quando eu morrer, sei que vou ter aprendido mil coisas.

E, quando isso em mim morrer, sei que vou sentir falta de todos os motivos que me trouxeram até aqui.

Feliz crescimento.

Babaca

A questão é que: Ninguém entende nada do que eu sinto.

Só você. Mas você é como uma parte de mim, então conta como um.

Mas olha, ninguém (ou, todo mundo) consegue entender o que eu sinto agora. Ninguém nota que eu sinto saudades, que quero você, mil etceteras… 

Mas você, a melhor coisa que já me aconteceu, consegue. Você sabe que nesse momento eu estou ouvindo uma música e estou comentando: “Caralho, que música foda…”.

FREE LOVE!!!

Esse foi o refrão.

Esse é o texto menos inteligente que fiz.

Não que os outros foram inteligentes.

Mas amor, eu não quero nenhum tempo pra mim, eu quero um pra nós ficarmos abraçados na frente de um filme de terror idiota, enquanto pensamos no maior dos nossos problemas: Quem vai levantar pra pegar o brigadeiro que está na geladeira? 

Eu queria ser menos babaca as vezes. Mas, acho que você disse uma vez, “não é você se não for babaca”. Algo assim. Em todo caso, eu gosto de tudo em você, mesmo que quase todo o espaço em minha mente se ocupe em babaquice.

Eterno

De tanto tempo que escrevo, e há tanto tempo que não escrevo. 

É que estou meio que sofrendo uma crise de falta de criatividade. Isso acontece nos piores narradores. Mas esse vai ser curto, prometo!

Eu estive pensando: em cinco meses eu fiz muitas coisas.

Eu viajei bastante.

Conheci novos lugares.

Conheci você.

Tomei chuva com você.

Descobri o que quero ser (mais ou menos).

Descobri que cada dia eu consigo te amar mais. Mesmo.

Em cinco meses eu devo ter lido uns cinco ou seis livros novos. 

E, nesses cinco meses, eu devo ter lido aquele texto que você me fez umas duzentas vezes. Lembra? Aquele texto que você escreveu antes de a gente se encontrar pela primeira vez na frente daquela igreja.

Mas eu confesso que, de todos os livros que li até agora, de todos os textos, contos, poesias, placas na estrada, jornais… De tudo que li até o momento, nada é tão lindo quanto aquele texto.

Me desculpem os autores românticos, mas nenhum de vocês consegue ser melhor. Nenhum de vocês me faz chorar de felicidade, e nenhum de vocês se tornaram a melhor coisa em minha vida.

Toda vez que leio, eu ouço sua voz dizendo cada palavra daquela. Eu ouço sua risada e vejo seu sorriso em todas as partes engraçadas. Eu sinto seu abraço no final, quando você diz que eu sou só seu, e que você não divide.

E, pra não falar só disso, quero que você lembre que não há um dia sequer que eu passe sem olhar pras tuas fotos e lembrar de tudo que a gente já passou, e ficar pensando em tudo o que vai vir.

Você é minha vida.

Meu tudo.

O ar.

Meu amor.

Minha coisa mais chata de todas.

E um dia, a gente vai escrever tudo o que passamos. Vai dar um livro gigante, e a gente vai lembrar de tudo mesmo. No meio dele eu quero todas as nossas fotos, todas as músicas que escrevemos juntos, todas as risadas que demos, todos os lugares que visitamos, todas as vezes que brigamos e voltamos melhores, todas as vezes que respiramos o ar um do outro.

E o nome desse livro vai ser o mesmo título desse texto.

Eu te amo pra sempre. E sim, ele existe.